sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Leis morais da vida

Do livro - LEIS MORAIS DA VIDA

Divaldo P. Franco

Ditado pelo espírito Joana de Ângelis

18 - AFINIDADE E SINTONIA

De referência à problemática das doenças, a ques­tão da sintonia psíquica é de relevância incontestável.

Fenômeno inconsciente que decorre dos hábitos mentais assumidos pelo indivíduo deve ser examinado em profundidade, necessitando de acurado esforço, a fim de que abandone as baixas e densas faixas do aba­timento e da viciação, ascendendo àquelas nas quais se haurem forças e estímulos para os cometimentos de sucesso.

Acomodado à posição de lamentável rebeldia interior, seja pelo acumplíciamento com Entidades per­niciosas ou mediante a tácita aceitação dos velhos há bitos do personalismo dissolvente, o homem permane­ce por prazer e invigilância em sintonia com o mal.

Difluem dessas situações graves conúbios men­tais, em processos de obsessão por parte de Espíritos ignorantes e pervertidos ou pela satisfação natural de permanecer em atitude doentia, sem o esforço que de­ve envidar para a libertação.

Em toda enfermidade existe sempre uma predis­posição orgânica e psíquica, decorrente do pretérito es­piritual ou da vivência atual, em cujo campo se insta­lam os fatores predisponentes ou propiciatórios a larga cópia de doenças, as mais complexas.

Conveniente por isso o cultivo do otimismo e a realização de trabalhos que desloquem a mente indis­ciplinada ou mal educada, induzindo-a a novos exercí­cios e hábitos de que decorrerão resultados diversos.

Afinas com o que sintonizas. Estás com quem ou com o que preferes.

Cada ser nutre-se nos redutos mentais em que lo­caliza as aspirações. Em conseqüência, os que aspiram fluidos deletérios da irritação constante, da sistemática indiferença ou da prevenção contumaz perturbam-se, arrojando-se ao desequilíbrio ou intoxicam-se interiormente, dando origem e curso a distonias nervosas que culminam com a loucura ou as aberrações de outra natureza.


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Enxameiam por toda parte aqueles que falam so­bre o sofrimento e as doenças, dizendo-se desejosos de superá-los, vencê-los sem que, contudo, se imponham as condições exigíveis do esforço e da perseverança nos propósitos salutares que lhes são inusitados.

Preferem o retorno à situação primitiva e a fuga espetacular através da lamentação, ao combate profí­cuo, insistente, reagindo às forças infelizes, para sair das faixas vibratórias em que se detêm, de modo a granjearem os inapreciados valores da paz, da saúde, da harmonia.


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Toda ascese decorre em clima de sacrifício.

A renovação exige esforço.

A liberdade propõe disciplina.

A ascenção às vibrações superiores impõe largo estipêndio mental, exigindo permanente sintonia com os pensamentos edificantes e as idéias que fecundam bênçãos.

A doença como a saúde resulta invariavelmente da posição interior de cada um.

Por essa razão, o Evangelho é constituído de con­vites imperativos à elevação íntima, à solidariedade, ao otimismo em cujas paisagens haurirás a felicidade que todos buscamos.

Afinamo-nos uns com os outros e intercambia­mos conforme as preferências que exteriorizamos, mas que são o resultado do comportamento íntimo.

Qualquer que seja o preço da responsabilidade, por mais alto o ônus do sacrifício, estás destinado àfelicidade e por lográ-la terás que investir todos os es­forços, abandonando as faixas do erro e do crime em que te comprazes, a fim de alcançares os cumes da vi­tória sobre ti mesmo.

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